Gestão orçamentária12 de agosto de 20266 min de leitura

Como a Curva S antecipa o desvio de custo em edifícios residenciais

Quando o desvio de custo aparece no fechamento do mês, já é tarde. A Curva S, alimentada com medição real, mostra o problema enquanto ainda dá para corrigir.

Por Equipe Gestabi

Composição conceitual de uma Curva S sobre modelo arquitetônico

O atraso na informação custa caro

Na maioria das construtoras, o custo real chega ao escritório com trinta a quarenta e cinco dias de defasagem. Nesse intervalo, a obra já comprou, já executou e já pagou. O relatório vira histórico, não decisão.

A Curva S resolve isso ao comparar, na mesma linha do tempo, o previsto, o executado e o desembolsado. O que era planilha de fechamento passa a ser leitura semanal.

Três leituras que mudam a conversa da reunião

Com as curvas sobrepostas, o engenheiro deixa de discutir percepção e passa a discutir número.

  • Avanço físico abaixo do previsto com desembolso em dia: sinal de retrabalho ou de produtividade menor que a orçada.
  • Avanço físico em dia com desembolso acima: preço de insumo ou escopo fora do orçamento aprovado.
  • As duas curvas abaixo do previsto: cronograma escorregando, com impacto direto no recebível.

O que fazer com o sinal

Identificado o desvio, a correção é operacional: revisar a frente de serviço, renegociar o pacote de compra ou reprogramar a equipe. O ponto é que a decisão acontece com a superestrutura ainda em andamento, quando ainda existe margem de manobra.

Construtoras que fecham esse ciclo semanalmente chegam ao fim da obra com menos surpresa no custo final e com histórico confiável para orçar a próxima.

• Próximo passo

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